Você sabia?
9 coisas que você provavelmente não sabia sobre os índios

- O termo "Índio" apesar de muito usado, não é o mais correto. Esse termo surgiu quando Cristóvão Colombo chegou à América e achou que estava no Oriente. E nessa época todos os habitantes do oriente eram chamados de Índios/Indianos.
- Ao contrário do que muita gente pensa, tupi-guarani é uma língua, não um povo. O tupi era uma das 1.200 línguas indígenas conhecidas no ano de 1500. Até meados do século 18, tratava-se do idioma mais falado no território brasileiro. Cerca de 20 mil palavras do atual vocabulário, como amendoim, caipira e pipoca, derivaram dele. Em 1758, o marquês de Pombal, interessado em acabar com o poder da Companhia de Jesus no Brasil, proibiu o ensino e o uso do tupi. Já em 1955, o presidente Café Filho obrigou todas as faculdades de letras a incluir um curso de tupi no currículo.
- Os índios brasileiros adoravam carne de macaco, considerada um prato muito especial. Quanto mais novo o macaco for abatido, mais macia é a carne. Os miolos são retirados e misturados a um molho ou pão. Os cérebros são ricos em gordura e proteína.
Algumas espécies de larvas de besouro, como as que vivem em tronco de coqueiros, são consumidas entre os índios brasileiros.
- As ocas são compartilhadas por famílias de até 40 pessoas. Filhos, genros, noras, netos moram juntos, na maloca do patriarca.
- Os índios jamais batem nos filhos.
- Os casamentos eram arranjados. Ao entrar na puberdade, a garota fica reclusa durante um ano e depois é apresentada aos pretendentes numa festa. Em casa, ouve lições das mulheres mais velhas, aprimora técnicas de artesanato, ajuda a cuidar dos bebês da família.
- Algumas tribos aceitam a poligamia. Outras só permitem que o chefe tenha várias mulheres.
- Uma das modalidades esportivas mais apreciadas pelos índios era a corrida com toras de buriti. Nessa prova, dez índios se revezam carregando toras de madeira com mais de 100 quilos.
- Os índios só identificavam os números 1, 2, 3, 4 e "muitos". Para dizer que dez jacarés estavam no rio, diziam "minhas mãos". Vinte, "minhas mãos e meus pés".
Por que os índios não tem barba?
Calma lá! Os índios têm pelos na cara, sim. Tá certo que são poucos, mas é possível encontrar índios de algumas tribos com bigodes e, mais raramente, alguns que usam barba. É o caso dos guatós, que vivem no Pantanal, no Mato Grosso do Sul, e hoje estão quase extintos. Mas eles são exceção. Em regra, existem três razões principais para que existam poucos índios barbados. Acompanhe:
1. Razão cultural A maioria dos índios raspa os pelos do rosto ou os arranca fio a fio (ui!) simplesmente por considerar a barba um troço anti-higiênico e antiestético.
2. Razão genética A população indígena que vive atualmente no continente americano tem origem em povos que habitavam o norte e o centro da Ásia. "A ausência de barba é uma característica dos índios brasileiros que bate com a herança de seus ascendentes, os grupos asiáticos, que também têm poucos pelos", diz o antropólogo Rui Morrieta, da Universidade de São Paulo (USP).
3. Razão ambiental A barba nunca foi um "acessório" essencial para os índios que se estabeleceram em regiões tropicais, como é o caso do Brasil. Os pelos, você sabe, servem para reter calor. Se nossos índios vivessem num clima frio, provavelmente eles ostentariam barbas espessas, como os nativos dos povos de origem européia. Já no nosso Brasil-il-il, um índio tipo Tony Ramos ou Lula passaria um bruta calor. Por aqui, os povos indígenas desenvolveram um outro mecanismo para não sofrer tanto com o clima local. "Do ponto de vista adaptativo, a falta de pelos dos índios foi compensada por um escurecimento da pele para protegê-los do Sol", afirma Rui.
Índios isolados

Sabe-se muito pouco sobre os chamados índios isolados, também conhecidos como povos em situação de isolamento voluntário, povos ocultos, povos não-contatados, entre outros. São assim chamados aqueles grupos com os quais a Funai não estabeleceu contato. As informações sobre eles são heterogêneas, transmitidas por outros índios ou por regionais, além de indigenistas e pesquisadores.
A Funai, instituição responsável pela política indigenista do Estado brasileiro, tem um órgão responsável para proteger a região onde são indicadas as referências a esses grupos sem contato: é a Coordenação Geral de Índios Isolados e Recém Contatados (CGIIRC), que confirmou a existência de 28 desses grupos. Em toda a América Latina, o Brasil é o único país a ter um órgão específico para desenvolver políticas de proteção aos isolados.
As informações sobre esses povos são escassas. Por vezes, vestígios como tapiris, flechas e outros objetos encontrados nas áreas por onde passaram são fotografados. Os relatos verbais de existência desses grupos são geralmente fornecidos por outros índios e regionais mais próximos, que narram encontros fortuitos, ou que simplesmente reproduzem informações de terceiros.
As informações sobre esses povos são escassas. Por vezes, vestígios como tapiris, flechas e outros objetos encontrados nas áreas por onde passaram são fotografados. Os relatos verbais de existência desses grupos são geralmente fornecidos por outros índios e regionais mais próximos, que narram encontros fortuitos, ou que simplesmente reproduzem informações de terceiros.






Muito interessante
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